Projeto Ravena : O meu segundo eu

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Já são quase sete horas da manhã, o despertador é o único acordado nesse momento, e por isso a minha vontade é joga-lo contra a parede . Com muita dificuldade sento-me na cama, e com os pés procuro as minhas pantufas que estão espalhadas pelo chão, depois me levanto e com o corpo ainda muito cansado, me espreguiço para tentar ficar mais disposta, mas nem sempre isso ajuda muito. logo após escovo os dentes, coloco uma roupa qualquer e desço para tomar o café da manhã, que na maioria das vezes como hoje, é presunto enrolado no melão. Sempre sou a primeira a me sentar na mesa de manhã, depois de alguns minutos a minha mãe Marcela aparece, e como todas as vezes ela liga o rádio na pior estação que vocês possam imaginar, o papai fala que as músicas que ela ouve são tudo da idade média, e todos riem disso, exceto ela, claro. o papai sempre é o último a se sentar na mesa, sempre de terno e gravata, com um jornal nas mãos e com as suas meias xadrez, que dão um ar de maduro a ele. Existe o meu irmão também, quatro anos mais velho que eu, só que prefiro não falar dele, pois ele é muito chato. depois de colocar algo no estômago, pego uma carona com o meu pai até o colégio, já que ele tem que ir para a concessionária aonde ele trabalha. nada mais do que quinze minutos até eu chegar naquela prisão que dizem que vão garantir e preservar o meu futuro. confesso que lá existe muita gente mesquinha e sem sal, ou para ser mais clara e objetiva, gente que não merece ser conhecida por ninguém. Eu só tenho o Nik e a Manu como amigos, para ser franca, mas eles são os melhores amigos que alguém possa ter, o Nícollas (Nik) é tímido e muito atrapalhado, já a Manuella (manu) é muito engraçada e inteligente. Enfim, pessoas que me completam. agora já são seis da tarde, sim passei a manhã e a tarde inteira no colégio, depois da aula fui ajudar a professora de música afinar alguns violões, e em seguida fiz um lanchinho com a tia da cozinha e me perdi na conversa com o zelador da estufa, sim da estufa, pois lá tem muitas plantas sob enterradas em vasos caros de porcelana italiana, chinesa e alemã, investimentos da diretora. esperei o senhor Ícaro, mas conhecido como o meu pai por um bom tempo, até que ele finalmente estacionou o carro e fomos direto para casa. chegando lá, abri a geladeira, peguei as sobras do almoço, que era uma lasanha farta de presento e queijo puxa-puxa, que me deixou faminta, depois de me banhar e escovar os dentes, deitei-me na cama, onde eu coloco dois travesseiros altos e refleti, que as vezes temos que deixar de lado tudo que as pessoas falam e pensam sobre a gente, e temos que aprender a viver sem se importar, ser feliz com os pequenos detalhes, como acordar de manhã com um sorriso no rosto, e com rumo a felicidade.

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Kisses